04/05/2011

Thor


Tal como a Disney, e numa maneira muito própria e «jovem», a Marvel é uma «companhia de ideias» repleta de moralismos, de lutas entre o bem e o mal, quer ele seja real e materializado num verdadeiro herói ou vilão, ou apenas numa luta interior de personalidades. «Spider-Man» assim o é, e «Thor» segue muito a sua linha.
Porém, em «Thor» seguimos caminhos mais místicos, onde Deuses e homens convivem separados, e onde os que pretendem atingir o poder lá terão de lidar responsavelmente com ele. Já em «Spiderman» se dizia «com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades», e a personagem de «Thor» tem de aprender da pior maneira isso mesmo.
Expulso pelo pai e obrigado a viver entre os humanos...


o arrogante e precipitado «Thor» terá de aprender a pensar, negociar e entender que não se deve procurar a guerra, mas estar sempre preparado para ela. Pelo meio, ele vai ter de lidar com o amor, as traições e com as ânsias de poder, o que transforma todo este conto num verdadeiro drama shakesperiano - sendo assim fácil perceber porque se escolheu Kenneth Branagh para realizador.
Em «Thor» a acção desenrola-se em dois espaços, a maioria das vezes de forma paralela. De um lado vamos seguindo as consequências das acções de Thor que, com a sua atitude explosiva, reacendeu uma guerra no reino místico de Asgard. Paralelamente, e numa pequena cidade do Novo México, «Thor» vai lidando com os humanos, tentando entender como regressar ao seu reino e recuperar o seu poder.
Branagh consegue muito bem conduzir a acção e os eventos nos dois locais, aligeirando/adornando a «surrealidade» (com espaço celestial à mistura) dos factos com bastantes momentos de humor. Paralelamente, ele consegue extrair uma boa química relacional entre Chris Hemsworth e Natalie Portman, o que dá ainda mais créditos a um filme, já de si exemplar nos aspectos mais técnicos, como os efeitos visuais e sonoros.
No que toca a vilões, as coisas não são tão imponentes, apesar de não escandalizarem ou colocarem em causa o entretenimento. O certo é que o filme consegue fazer aquilo a que se propõe, que é divertir, ainda que facilmente seja o tipo de obra que ficará nas quatro paredes dos fãs de banda-desenhada e de super-heróis ao estilo Marvel, onde a lição tem de ficar bem aprendida antes dos créditos. ( e depois mesmo que há mais história depois destes).

O Melhor: Tem um ritmo constantemente elevado, cativando o espectador do início ao fim 
O Pior: Apesar de tudo é pouco arrojado e muito agarrado às suas raízes e à moral.

A Base: O certo é que o filme consegue fazer aquilo a que se propõe, que é divertir, ainda que facilmente seja o tipo de obra que ficará nas quatro paredes dos fãs de banda-desenhada e de super-heróis ao estilo Marvel, onde a lição tem de ficar bem aprendida antes dos créditos finais…6/10
Jorge Pereira 



Fonte: c7nema

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