Jake Gyllenhaal continua a apostar em diversos géneros cinematográficos. Apesar de ter sido aclamado pelos dramas («Donnie Darko»,«Brokeback Mountain»), as suas incursões no cinema de acção têm sido bastante decentes («The Day After Tomorrow», «Prince of Persia: The Sands of Time»). Com «Source Code» (O Código Base), Gyllenhaal assume o seu melhor papel no género, ainda que não se possa considerar um «herói» tremendamente rentável ou memorável.
Porém, e apesar de o trailer de «Source Code» dar a entender que o filme é maioritariamente de acção, o que vemos depois nas salas de cinema acaba por se revelar uma boa surpresa, já que a obra consegue cativar, não só com o seu tom de thriller, mas também com um lado mais dramático em torno de Colter Stevens (Jake Gyllenhaal).
Stevens é um soldado condecorado que acorda no corpo de um desconhecido. À sua frente está uma mulher que aparentemente o conhece, mas ele não se lembra de nada. Aos poucos vamos descobrindo, ao mesmo tempo que a personagem, que Stevens está numa missão cujo objectivo é encontrar o bombista de um comboio que vai para Chicago. No meio das descobertas, é revelado que ele que faz parte de um programa experimental do governo, chamado “O Código Base”, e que lhe permite viver a identidade de outro homem, nos últimos 8 minutos da sua vida.
Com um segundo alvo, que ameaça matar milhões de pessoas na Baixa de Chicago, Colter têm de reviver o incidente vezes sem conta, até recolher todas as pistas, para poder resolver o mistério de quem está por trás destes atentados e para que possa evitar o próximo ataque.
Paralelamente a este processo há um segundo enredo que o trailer esconde. Stevens quer descobrir como foi parar ao tal programa governamental, e como tal há um excitante extra ao que se esperava desta obra.
Realizado por Duncan Jones, que já tinha surpreendido com o humanismo e conflitos mentais das suas personagens em «Moon», «Source Code» é um interessante «mix» de géneros, sendo praticamente impossível não o definir como uma espécie de «Feitiço do Tempo» Vs «24» Vs «The Matrix». Mas mais que as influências, há que referir o carácter único e humilde (sem grandes teorias explicativas) que Jones consegue dar à história – e sempre com a preciosa ajuda de Gyllenhaal e Vera Farmiga, que apesar de não se excederam nem ofuscarem a história, são suficientemente sólidos para canalizar a tensão até nós.
Por essa razão, não se estranham as boas críticas que o filme tem tido na América, pois apesar de não ser o «Inception» da temporada, «Source Code» consegue misturar alguma inteligência, acção frenética e até pequenas doses de humor e romance.
O Melhor: As diversas dimensões. Não é só um filme de acção, mas um drama pessoal
O Pior: Há algumas partes do argumento, e dos diálogos, que soam demasiado simplistas ou despachados…
A Base: Apesar de não ser o «Inception» da temporada, «Source Code» consegue misturar inteligência com acção frenética e até pequenas doses de humor e romance…7/10
Fonte: C7nema

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