03/04/2011
The Adjustment Bureau' (Os Agentes do Destino)
2011 começou finalmente, após a já obrigatória temporada de “despojos de início do ano” misturada em cartaz com os “oscarizáveis” do ano anterior. “Os Agentes do Destino” (The Adjustment Bureau) é sem sombra de dúvida o primeiro grande filme produzido este ano. E, espante-se (!): não se trata de um filme independente obscuro, mas sim um “blockbuster” com ideias e a pretensão de preencher o espaço ocupado por “Inception” o ano passado. Bem, pelo menos em termos de qualidade, missão cumprida. Já as bilheteiras...
Escrito, produzido e realizado pelo ainda desconhecido George Nolfi (a seu crédito tem argumentos de filmes como “Ocean's 12” e “Ultimato”), “Os Agentes do Destino” consegue fazer-nos acreditar por 100 breves minutos que as nossas vidas estão comandadas por agentes superiores com poderes para além da nossa imaginação – ou anjos armados e sem asas, se preferirem. Estes agentes interferem aqui nas vidas de duas pessoas: o político em ascenção David Norris, e a bailarina em ascensão Elise Sellas. O destino diz que os dois não poderão estar romanticamente juntos... ou poderão?
Muitas referências passam por aqui. Desde filmes de Frank Capra até às aventuras de Jason Bourne (a presença de Damon aqui só intensifica mais essa recordação), passando por “Being John Malkovich”, “Matrix” ou “Vanilla Sky”. Mas em momento algum o filme soa a colagem barata de êxitos passados. Pode não ser o filme de ficção científica mais original de sempre, mas convém referir que a história original de Philip K. Dick data já de 1954 e que por si só pode ter influenciado alguns filmes mencionados acima! De qualquer das maneiras, o filme tem algo que 90% do cinema do género não possui: um grande coração, com pulso, sentido de acção, fazendo-nos saltar da cadeira um par de vezes com situações mais imprevistas e mostrando-nos sequências de acção empolgantes com pouco, num estilo quase “retro”, a condizer portanto com o espírito de Dick. E tem ainda o bónus do par Matt Damon/Emily Blunt ter nascido para estar junto no grande ecrã.
É um filme perfeito? Já vimos que não. Mas como a história já nos provou mais que uma vez, aparentar ser perfeito pode ser bem mais aborrecido. Talvez haja por ali um “ajustamento” que precisasse de ser feito, um buraco a ser preenchido – e aquele final, embora querido, pode ser demasiado bem arrumado, tendo em conta tudo o que vimos antes. Ainda assim, duvido seriamente que encontre “blockbuster” mais potente e inteligente (norte-americano ou internacional) nos próximos meses.
O Melhor: Um “blockbuster” com excelentes ideias em pleno mês de Março, encabeçado por dois actores que nasceram para estar juntos
O Pior: O argumento não é propriamente o cúmulo da perfeição. Precisava ele próprio de um pequeno ajustamento ainda.
A Base: “Os Agentes do Destino” é sem sombra de dúvida o primeiro grande filme produzido este ano. (…) O filme tem algo que 90% do cinema do género não possui: um grande coração, com pulso, sentido de acção, fazendo-nos saltar da cadeira um par de vezes com situações mais imprevistas e mostrando-nos sequências de acção empolgantes com pouco...8/10
FONTE: C7nema
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